28.3.11

Ficando para trás... o desespero...



As vezes nos sentimos abandonados, ou então parece que tudo está andando enquanto você fica parado, estagnado até a desmotivação te visitar... Pare, feche os olhos e pense, que nada é por acaso. Com certeza há um propósito maior a sua espera. A esperança sempre está presente!


A recuperação prosseguiu, sessões de fisioterapia voltaram a rotina dela, com muito mais dificuldades, já que agora, um corpo estranho fazia parte de seu organismo... Com um pouco de dificuldade, conseguiu se adaptar a sua prótese no fêmur. Aos poucos voltava a caminhar, mas o incerto passou a ser certo... a dependência pelo aparelho "andador". Meses se passaram, para ser mais preciso, sete meses, já mais confiante de caminhar e sentindo menos dores em sua região operada já conseguia caminhar com o andador sozinha, lentamente sem o auxílio de uma mão a segurar seu braço. Ainda necessitava de uma companhia em sua retaguarda para precaução em caso de queda, mas tuo estava indicando uma ótima recuperação... Mas ningúém esperava que um dia algo pior estava para acontecer...


Novamente a cena se repetiu, a cena que levou ela a cirurgia do implante no início daquele mesmo ano... uma nova queda. Caíra sentada o que nos assustou muito para a nossa preocupação. Sem hesitar, procuramos o mesmo médico ortopedista que a examinou na ocasião da primeira queda. A notícia que estava por vir, não era tão grave, mas que era de grau bem delicado. Nada aconteceu a sua bacia e sua pernas, porém uma fratura em sua quarta vértebra inferior, um suposto achatamento da mesma levou-a a usar colete de barbatanas para sua recuperação. O alívio veio quando o médico comunicou que não havia necessidade de cirurgia. Ela usou o colete por cerca de um mês, já que ela é uma pessoa de vida não muito ativa em decorrência da doença e cirurgia que havia sofrido.


A situação clamava por um tempo de sossego, exigiam um descanço para ela e todos que a rodeavam, pois o desespero estava a cada dia tomando conta de nossas mentes.

Foi então que minhas crises aumentaram, mal conseguia me segurar perante ela... Ao ver o estado de desmotivação dela por estar tão limitada em sua vida me levava ao choro, o que me fazia correr para o quarto. Pensar que estava pesado para todos da família, era algo angustiante pensar que para ela era ainda pior... Um dia, sem exitar, ela não se conteve e soltou lágrimas de desespero, soluçava a ponto de faltar ar, gemia ao chorar como uma criança indefesa... Ao presesnciar tal cena, senti um aperto em meu peito que parecia estrangular meu coração, mas a unica coisa que eu podia fazer era tentar sorrir e fazê-la rir e encontrar algum motivo para não chorar...


Cada dia que se passou desde então foram sofrimentos contínuos em nossas mentes, emoções que incansávelmente buscam uma solução para não dar lugar as lágrimas...







25.1.11

Guiando seus passos...



Apesar de pensar o quanto a vida possa ser injusta, não há o porquê de ter raiva dela... Cada dia vivido será um passo dado em direção ao que se quer chegar ^^

Não fora uma única vez que sua queda aconteceu... Em cerca de 1 ano ela passou por 5 quedas sem sofrer trauma algum para a sorte dela e nossa. A maioria delas eu pude resgatá-la, porém não foi muito legal saber que as quedas se tornaram frequentes.
Estranhamos essa sequencia de desequilíbrios que ela teve e então resolvemos retornar ao médico neurologista, que chegou a conclusão de que seria melhor encaminhá-la a um especialista no assunto que por acaso era um amigo dele... Marcamos a consulta assim que o ano virou... E por incrível que pareça, ela teve uma súbita melhora na saúde... Algumas medicações foram alteradas, dosagem de outras também, e em um intervalo de 2 semanas ela estava caminhando sozinha com o auxílio de uma bengala de 4 apoios.
Para a alegria de todos, ela voltara a fazer tudo, tinha dificuldade ainda, mas NADA se comparado ao que vivia até então. A dificuldade ainda pegava quando a questão era se levantar da cama... Mas de restante estava tudo bem... Porém mais um drama estava por vir...
Em Março de 2009, na madrugada ela estava a caminho para o banheiro. Andava utilizando a bengala, mas novamente sentiu o desequilíbrio e foi ao chão... dessa vez ainda no quarto, por ter caído "de lado" a maior parte do peso fora para seu lado esquerdo, resultando na fratura do fêmur... Ela foi internada e no dia seguinte passara por uma cirurgia de implante.
Toda a recuperação até o acidente voltou a estaca zero... Novas sessões de fisioterapia, desconfortos para ela, situações de tristezas por ela não conseguir fazer nada... Não foi e não é nada fácil para ela...
Demorou até ela deixar de sentir dores pela adaptação a prótese, mas voltou a caminhar em ritmo completamente diferente ao anterior, agora necessitando de ajuda para qualquer movimento que precisasse de esforço maior como se levantar... Tais acontecimentos abalaram toda a estrutura familiar... Nervosismo, stress, tristeza e até depressão por parte dela e dos demais dentro da casa.
Eu não sou a pessoa que exatamente estava "sem fazer nada" mas dentre todas, eu era a que mais estava "apta" para cuidar dela. E por amá-la mais do que qualquer um dentro da família, decidi abdicar um pouco da minha vida para ela, ou melhor falando, dedicar minha vida a ela, como um pouco do que eu poderia fazer para agradecê-la por tudo.
A partir desse dia, não só a vida dela, como a da família agora começou a mudar completamente... Mais sofrimentos e dores tomaram conta do ambiente...